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Três motocicletas que atraem a atenção de todos

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Honda Gold Wing
Guilherme Marazzi

A Honda GL 1800 Gold Wing Tour. O porta-malas traseiro faz a diferença

Alguns modelos de motocicletas vemos muito por aí, principalmente as de marcas mais populares, como é o caso da Honda. Só que existem algumas delas que pouco são vistas pelas ruas e estradas, quem sabe, talvez, em salões de exibição. E de marcas populares, como é o caso da Honda. Só que elas não são nada populares. Estou falando da Honda Gold Wing, que este ano, já como modelo 2020, chega completamente diferente da GL 1800 Gold Wing antecessora que conhecemos.

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A Honda Gold Wing já está disponível para venda em duas versões, a Tour, que tem o baú traseiro – que também faz as vezes de encosto para o garupa e transforma esse posto em uma verdadeira poltrona –, e a Bagger, um pouco mais esportiva e sem o baú traseiro.

X-Adv


Honda Adv
Guilherme Marazzi

Honda X-Adv, cruzamento de motocicleta com scooter

Outra Honda ainda figurinha difícil, tanto nas ruas quanto na frota de testes da marca, é o X-Adv, uma simbiose de motocicleta e scooter que resultou em um veículo no mínimo curioso. O fabricante chama de scooter, porém o X-Adv não tem um item fundamental que define a categoria, que é a transmissão de relações infinitas (CVT) com a caixa ligada diretamente à roda traseira.

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A Honda X-Adv tem transmissão secundária por corrente, exatamente como as das motocicletas, e câmbio de seis marchas convencional, apesar do sistema automático DCT, que faz as trocas automaticamente mas também permite trocas manuais – sim, manuais, pois o acionamento é eletrônico por meio de botões no punho esquerdo do guidão.

A experimentação dessas três Honda só foi possível graças ao prêmio Moto Premium Brasil, no qual motociclistas comuns – entenda-se não jornalistas especializados – elegem as melhores motocicletas do nosso mercado. Como neste ano os jornalistas também participaram, promovendo uma votação em separado, eu pude, finalmente, conhecer essas três motocicletas.

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Uma avaliação mais longa e criteriosa, no entanto, pode ser feita posterior e individualmente, caso a Honda disponibilize esses modelos em um futuro bem próximo. Em relação às Honda Gold Wing, quase que o fabricante escolheu um novo nome ao modelo, uma vez que a nova motocicleta é completamente diferente da versão anterior, que já vinha evoluindo desde o seu lançamento, em 1975. Por uma questão de tradição, no entanto, foi mantido o nome Gold Wing, até em respeito aos milhares de adeptos e fanáticos pelo modelo pelo mundo afora.

Visualmente, nota-se facilmente que a nova motocicleta é diferente, pelas linhas mais angulosas das carenagens, mas é na parte mecânica que ela muda tudo. O motor foi mantido de seis cilindros boxer, como o do Porsche, só que com um pouco mais de cilindrada e com um novo sistema de comando de válvulas. O câmbio, na versão Tour, é o DCT, de 7 marchas, com opções de trocas automáticas ou manuais, eletronicamente.

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Um curioso e conveniente sistema elétrico, o Walking Mode, movimenta a motocicleta eletricamente para a frente e para trás, auxiliando bastante as manobras em locais de pouco espaço.

Já a Honda GL 1800 Gold Wing , também conhecida por Bagger, além da ausência da mala traseira não tem o câmbio DCT, mas sim o câmbio convencional de versão anterior, de seis marchas e com embreagem. Para auxiliar em manobras, há apenas a marcha-a-ré elétrica. As duas versões da nova Gold Wing têm chassi de alumínio, bem mais leve do que o anterior, e suspensão dianteira do tipo double wishbone, semelhante à de alguns automóveis.

Substituindo o garfo telescópico convencional, esse tipo de suspensão é mais firme, principalmente em frenagens, quando a frente abaixa e, no garfo telescópico, faz a roda dianteira recuar, reduzindo a distância entre-eixos e o ângulo de cáster.

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Também em ambas, a Gold Wing conta com o sistema Hill Start Assist, que, como nos automóveis, impede que a motocicleta volta para trás nas arrancadas em subida. Elas têm também suspensão eletrônica, quatro modos eletrônicos de pilotagem – Tour, Sport, Rain e Econ –, aquecimento das manoplas (e também dos bancos, na Tour), conectividade Apple CarPlay, sistema de som e smart key. A Tour tem ainda airbag.

Já a Honda X-Adv é um outro tipo de veículo de duas rodas. Sua aparência, por si só, já a denota algum tipo de aventura, por isso o nome. Meio moto, meio scooter, a Honda X-Adv tem plataforma para os pés ao invés de pedaleiras, rodas de raios externos, para permitir o uso de pneus sem câmera, para-brisa ajustável em cinco posições e sistema key smart.

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O motor é um bicilíndrico em linha de 745 cm3 de cilindrada e 54,8 cv, o mesmo que equipa a Honda NC 750X. Apesar de parecer um scooter, o X-Adv tem suspensões de motocicleta, de grande curso que a capacita a ousadas incursões no fora de estrada. Para contornar a ausência da pedaleira, a Honda fornece como acessório um par de pedaleiras que permite que se pilote em pé em terrenos de menor aderência. A Honda Gold Wing Tour custa R$ 156.550, a Bagger custa R$ 136.550 e a X-Adv custa R$ 54.900.

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Carros

Trator preparado, com 1000 cv, bate novo recorde de velocidade

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Depois do cortador de grama mais rápido do mundo a 240 km/h, novos “malucos” decidiram entrar na brincadeira e estabelecer um novo recorde de velocidade inusitado. Com Guy Martin ao volante de um trator Fastrac JC Bamford Excavators, o piloto do Isle of Man TT conseguiu quebrar a marca dos 165,8 km/h, que é o mesmo que a velocidade máxima de um Renault Duster 1.6.

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Trator
Divulgação

Trator que bateu recorde de velocidade preserva a maior parte dos componentes originais

Para garantir o recorde de velocidade , o trator é equipado com o motor DieselMax de 7,2 litros e 6 cilindros, que produz cerca de 1.000 cv e mais de 250 kgfm. Tão importante quanto isso, a equipe da Williams Advanced Engineering ajudou a JCB a eliminar o excesso de peso, e em seguida, desenvolveu uma série de aprimoramentos aerodinâmicos. Apesar disso, preserva praticamente todos os componentes originais do trator produzido em massa.

Segundo o piloto Guy martin: “Foi um ótimo dia com o JCB em Elvington, um bom trabalho com engenheiros adequados. O trator  conseguiu cumprir o objetivo esperado sem balançar demais na pista, o que prova que fizeram um bom trabalho de engenharia.

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O cortador de grama mais rápido do mundo

Cortador de grama
Divulgação

Cortador de grama da Honda vem com motor V2 de 200 cv da CBR 1000RR Fireblade

Eis o último recordista bizarro: o cortador de grama . Equipado com a mecânica da CBR1000RR Fireblade SP, conseguiu três resultados quase impossíveis de acreditar: uma aceleração de 0 a 100 km/h em 3 segundos, até 160 km/h em meros 6,29 segundos e a velocidade máxima de 242.99 km/h, homologados pelo Guinness World Record.

Sob o comando do cortador de grama — que ainda é capaz de exercer essa função — estava a piloto de manobras radicais com passagens no kart e no automobilismo, Jess Hawkins. Com quase o dobro da potência do primeiro recordista, seus 200 cv empurram meros 69,1 kg (sem piloto e fluidos), resultando em uma relação peso-potência de 0,345 kg/cv — outra insanidade quase impossível de se imaginar.

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Além da mecânica de motocicleta, traz também sistema de troca de marchas programável com hastes fibra de carbono próximas do volante Sparco, rodas de 10 polegadas da Goldspeed ATV montadas em pneus slick Hoosier e freios bem reforçados: na frente, discos com pinças de quatro pistões e de seis na traseira, tudo ventilado. Na estrutura, o chassi é de aço T45, para suportar toda a força e velocidade que garantiram o recorde de velocidade tão inusitado.

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