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Saúde

Tratamento via oral para diabetes tipo 2 pode ser mais eficaz, revela pesquisa

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Mads Krogsgaard Thomsen
Divulgação

Mads Krogsgaard Thomsen, vice-presidente executivo da Novo Nordisk, comemorou o avanço no tratamento oral para diabetes

Uma pesquisa divulgada pela farmacêutica Novo Nordisk neste sábado (8) durante o evento American Diabetes Association (ADA), em São Francisco, revelou que a versão oral do remédio semaglutida, que é um peptídeo semelhante a glucagon 1, pode ser tão ou mais eficaz que o tratamento convencional, que é injetável, no controle da diabetes tipo 2.

Leia também: Doenças cardiovasculares são responsáveis por 80% das mortes de diabéticos

O levantamento, que foi encomendado pela própria empresa, que tenta a aprovação para a venda do medicamento nos Estados Unidos, apontou que o tratamento causou uma redução maior no nível de açucar no sangue de pacientes com diabetes tipo 2 quando comparado ao Victoza, remédio injetavel que também é produzido pelo laboratório.

Em 26 semanas, enquanto o remédio oral reduziu o nível de açucar no sangue em 1,2%, o tratamento injetável reduziu 1,1%. Um grupo de controle foi tratado com placebos, e a redução foi 0.2%. Em 52 semanas, a semaglutina manteve a redução em 1,2%, enquanto o Victoza caiu para 0,9%.

Ainda segundo a pesquisa, o remédio oral também auxiliou na perda de peso dos pacientes. Eles perderam, em média, 4,3 kg nas 52 semanas, contra 3 kg em média para o tratamento injetável e 1 kg para o placebo.

O dinamarquês Mads Krogsgaard Thomsen, vice-presidente executivo e chefe do Departamento de Ciência da Novo Nordisk mostrou otimismo com o resultado da pesquisa. “A injeção sempre causou uma estigma nos pacientes e impediu que muitos seguissem o tratamento da maneira correta”, explica.

De acordo com Thomsen, a inovação nos métodos de aplicação de remédios para o tratamento de diabetes é uma das maiores prioridades da indústria farmacêutica nesses momento. “Ainda não sabemos quando, mas o objetivo é eventualmente extinguirmos o tratamento injetável “, afirmou o executivo.

Um outro levantamento encomendado pela empresa chegou à conclusão que pacientes que fizeram tratamento com a semaglutida não tiveram aumento no risco do doenças cardiovasculares. Essa é uma das maiores preocupações dos especialistas, uma vez que 80% das mortes de pacientes com diabetes tipo  2 são causadas por esse tipo de enfermidade.

Segundo os resultados da pesquisa, que monitorou pacientes durante 16 meses, as pessoas tratadas com o medicamento via oral não apresentaram mais ocorrências como morte por causas cardiovasculares , derrames e ataques cardíacos quando comparados ao grupo de controle, que utilizou um placebo.

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A semaglutida também é distribuida em versão injetável e chegou ao Brasil em maio deste ano. A grande diferença do versão convencional deste remédio para o tratamento de diabetes é que ele é aplicado semanalmente.

*Reportagem viajou convidado pela Novo Nordisk

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Saúde

Mais Médicos é reforçado em mais de mil municípios

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Agência Brasil

Médicos em frente a hospital
Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ministério da Saúde deu preferência a profissionais que atendam na atenção básica

A partir desta segunda-feira (24), mais de mil municípios, localizados em todo o país, além de dez Distritos Sanitários Especiais Indígenas, começarão a receber 1.975 profissionais selecionados para o Mais Médicos, durante o 18º ciclo do programa.

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Segundo o Ministério da Saúde, o reforço no Mais Médicos beneficiará mais de 6 milhões de pessoas que vivem nas áreas mais vulneráveis do Brasil. Algumas delas com histórica dificuldade de acesso, caso de localidades ribeirinhas, fluviais, quilombolas e indígenas.

Os profissionais selecionados terão até o dia 28 de junho para comparecer aos municípios e iniciar as atividades nas unidades de saúde .

Nesta primeira fase do 18º ciclo do programa, foram priorizados profissionais “formados e habilitados com registro do Conselho Regional de Medicina (CRM)”, preferencialmente “com perfil de atendimento para a Atenção Primária”.

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Para realizar a seleção desta fase do Mais Médicos , o Ministério da Saúde estabeleceu “critérios de classificação, como títulos de Especialista e/ou Residência Médica em Medicina da Família e Comunidade”.

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