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Política Nacional

Sem investigada na Lava Jato, projeto que extingue estatais é aprovado em SP

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Deputados na Alesp
Carol Jacob/Alesp – 15.5.19

Deputados estaduais aprovaram o projeto de lei que reduz o número de empresas estatais em São Paulo

Na primeira grande vitória do governador João Doria (PSDB) na Assembleia Legislativa (Alesp), os deputados aprovaram nesta quarta-feira (15), por 57 votos a 26, o projeto de lei que reduz o número de empresas estatais em São Paulo. A Dersa, no entanto, que estava presente no projeto original, foi retirada da emenda substitutiva elaborada pela base do governo.

A empresa, que estava na lista inicial das estatais , é responsável por obras viárias e ficou marcada pela investigação sobre desvios de verbas em governos do PSDB no passado. O ex-diretor da empresa, Paulo Preto , foi preso na 60ª fase da Lava Jato, sob suspeita de ser operador financeiro dos tucanos.

Sem a Dersa , restaram três estatais na lista de extinção: a Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), a Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A. (Emplasa) e a Companhia de Desenvolvimento Agrícola (Codasp).

Além do fechamento das três empresas, o projeto de lei incorpora a Imprensa Oficial do Estado (Imesp) à Companhia de Processamento de Dados (Prodesp). Antes de entrar em vigor, o projeto precisa ser sancionado por Doria .

“O projeto aprovado hoje não é só ineficaz, mas ele acima de tudo coloca em risco a população paulista, porque acaba com a Codasp, que cuida das barragens, com a Emplasa, que tem uma função estratégica para o estado, com a CPOS, que fiscaliza obras públicas”, declarou a deputada da oposição Isa Penna (PSOL). “Ao fim do dia temos 3,6 mil famílias desempregadas”, acrescentou.

O projeto determina que as atividades exercidas pelas estatais extintas não serão paralisadas e devem ser desempenhadas por outros órgãos. As atividades da Codasp serão transferidas para a Secretaria de Agricultura; o acervo cartográfico do estado referente às regiões metropolitanas ficará a cargo da Secretaria de Governo e da Secretaria de Desenvolvimento Regional, pasta que também abrigará todo o processo de gestão condominial, bem como o monitoramento de uso e ocupação do solo urbano, da CPOS.

O texto cita que “os atuais empregados do quadro efetivo das empresas citadas, cujas atribuições sejam compatíveis com as que serão desempenhadas pelos órgãos ou entidades destinatárias, poderão ser integrados aos quadros de pessoal”, mas não dá mais explicações. A falta de detalhamento do projeto era uma das críticas iniciais até mesmo de deputados de siglas simpáticas à agenda do enxugamento estatal, como o PSL.

“Conseguimos oferecer ao povo paulista uma importante vitória para a gestão estadual: o foco em resultados e melhoria dos serviços públicos”, disse o líder do governo, Carlão Pignatari, em nota.

A líder do PSDB na Alesp , deputada Carla Morando, também comemorou a aprovação do projeto. “Esta vitória mostra que estamos no caminho certo. O Estado precisa ficar menos sobrecarregado e aplicar melhor os recursos em benefício da própria população. É com gestão eficiente que vamos avançar. Foi para isso que nos elegeram. Para buscar soluções”, declarou.

Leia também: Doria quer manter estatal envolvida em desvios e polêmicas funcionando

Dersa fica fora


Paulo Vieira de Souza
Geraldo Magela/Agência Senado – 29.8.12

Delatores acusam ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza de ter cobrado propina por contrato do Rodoanel

Responsável pelas obras viárias no estado, a Dersa ganhou o noticiário depois da prisão de seu ex-diretor de engenharia Paulo Vieira de Souza . Paulo Preto, como é conhecido, é apontado como o operador financeiro do PSDB e foi preso na 60ª fase da Lava-Jato.

Diante das dificuldades para avançar o projeto original, a base do governo negociou uma nova proposta na Alesp sem a estatal. Após o movimento, os tucanos conseguiram angariar os votos necessários para a aprovação.

No início do mês, quando o GLOBO noticiou as negociações da base do governo para tirar a Dersa do projeto para extinguir estatais , Doria minimizou a ausência da empresa no texto. Segundo ele, a empresa poderá ser extinta no futuro.

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Política Nacional

Em SP, multidão grita nome de Paulo Guedes em apoio à reforma da Previdência

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O ministro Paulo Guedes (Economia) ganhou destaque na manifestação pró-governo neste domingo (26) , em São Paulo. Durante o ato nesta tarde na Avenida Paulista, uma multidão gritou o nome do ministro da Economia, em apoio à reforma da Previdência.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o organizador do movimento Nas Ruas, Tomé Abduch, se dirige diretamente a Guedes:

Paulo Guedes , estamos aqui ao vivo na Avenida Paulista. Gostaríamos de mandar um recado dizendo que nunca antes na história desse país tivemos tanto respeito por um ministro da Economia. Com certeza, o Brasil está ao seu lado. E queria perguntar aqui aos brasileiros: “Vocês são a favor da nova Previdência?” 

Leia também: Bolsonaro inicia busca por trégua após inflamar manifestações contra o centrão

Os manifestantes reagem com gritos e, em seguida, embalam em coro: “Paulo Guedes! Paulo Guedes!”

Abduch pede ao ministro da Economia que “não desista” e afirma que “o povo brasileiro” está com ele. “A nova Previdência vem aí!”, conclui o vídeo.

A defesa da reforma da Previdência e do pacote anti-crime do ministro Sergio Moro se somou a ataques contra o centrão, bloco de partidos do Congresso, e ao Supremo Tribunal Federal (STF) no ato em São Paulo. Os manifestantes se espalharam por nove quarteirões da via, mas em alguns trechos a concentração de pessoas era pequena. A Polícia não fez estimativa de público.

Oito carros de som foram estacionados ao longo da Paulista e traziam bandeiras variadas. Os grupos responsáveis por eles afirmaram que a estrutura foi paga por meio de doações. O movimento Nas Ruas foi o que reuniu o maior número de pessoas.

Leia também: Monarquistas e esqueletos dividem espaço em ato pró-Bolsonaro na Av. Paulista

Políticos do PSL compareceram, como os deputados federais Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP), Carlos Jordy (RJ) e Filipe Barros (PR).

“É um mar de gente dizendo: “Eu quero meu Brasil melhor, força Bolsonaro , força Sergio Moro, se liga STF” — discursou Major Olimpio, líder do PSL, o político mais saudado entre os manifestantes, de cima de um dos carros de som.

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