conecte-se conosco


Política Nacional

‘Sem cacife’? Com pai preso na Lava Jato, filha de Cunha ostenta viagem de luxo

Publicado

em

Filha de Cunha arrow-options
Reprodução/Instagram

Filha de Eduardo Cunha está fazendo a rota dos vinhos entre Mendoza, na Argentina, e cidades do Chile

Bárbara Cunha, a Babu, filha do ex-deputado federal Eduardo Cunha, preso em Curitiba por envolvimento na Lava Jato, está curtindo a nova vida de solteira com amigas. Ela se separou do empresário Pedro Annecchini Bleuler e decidiu viajar.

Leia também: Filha de Cunha reclama de falta de dinheiro em e-mails: “Dad, não tenho cacife”

A filha de Eduardo Cunha está fazendo a rota dos vinhos entre Mendoza, na Argentina, e cidades do Chile, além de uma parada para esquiar em Las Leñas. A trip por países da América do Sul ainda lembra as viagens de luxo que a família (incluindo seu pai e sua mãe, Claudia Cruz) fazia antes da derrocada do ex-presidente da Câmara.

Uma das paradas de Babu em Mendoza foi o luxuoso The Vines Resort & Spa, uma propriedade localizada num vinhedo de 607 hectares no Vale do Uco, cujas diárias chegam as mais de R$ 5 mil.

A fazenda oferece vista para a Cordilheira dos Andes , quartos com piscina privativa, lareira de pedra, cozinha e áreas de estar e jantar. Outras comodidades incluem restaurante argentino com churrasco, bem como bar com adega de vinhos. As atividades vão desde plantio/colheita de uvas até a elaboração de vinhos personalizados.

Leia também: Filha de Eduardo Cunha vai tentar uma vaga na Câmara dos Deputados

Investigada e ‘sem cacife’

Bárbara não é a primeira filha do ex-deputado a ter seu nome ligado a gastos extraordinários. Afinal, a filha do primeiro casamento de Cunha , Danielle Dytz, é apontada pelos investigadores da Lava Jato como uma das beneficiárias da Köpek, uma offshore não declarada mantida pelo peemedebista na Suíça que teria movimentado mais de US$ 1,1 milhão entre 2008 e 2014. 

Em dezembro de 2016, mensagens divulgadas pela imprensa, datadas de 2009, mostram Danielle se referindo a Cunha como “Dad” (pai em inglês) e apresentando uma lista de compras para o então deputado trazer do exterior. Entre os itens pedidos pela publicitária estão cremes, óculos Ray-Ban e pólos Ralph Lauren.

Leia também: Propina pagou Dior e Chanel a mulher e filha de Cunha, aponta denúncia

“Mesmo eu indo viajar, infelizmente não tenho cacife para comprar tudo que eu gostaria. Fiz uma listinha do que eu gostaria que você trouxesse, e se puder agradeço muito. Veja claro o que não for te dar trabalho!”, escreve a publicitária no e-mail a Eduardo Cunha  cujo assunto era “pedidos dani”.

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política Nacional

Fritura imposta por Ciro deve levar PDT a divórcio traumático com Tabata Amaral

Publicado

em

por

IstoÉ

tabata amaral arrow-options
Cleia Viana/Câmara dos Deputados – 27.3.19

Deputada Tabata Amaral será alvo de processo disciplinar no PDT devido a voto divergente na reforma

O que era uma relação calorosa e de simpatia mútua se encaminha para um tumultuado divórcio. O vice-presidente do PDT e figura proeminente do partido, Ciro Gomes, e a jovem estrela em ascensão da política nacional, Tabata Amaral (PDT-SP), que já estiveram em lua de mel, entraram em conflito depois que ela contrariou a orientação da legenda ao votar a favor da reforma da Previdência.

Parece ser uma ruptura definitiva. Ciro defendeu imediatamente a expulsão de Tabata Amaral , assim como a de outros sete deputados pedetistas que votaram como ela. Usou palavras como “desgosto” e “decepção” para expressar sua contrariedade específica com a ex-aliada. Deu forte munição para a reunião na quarta-feira (17), quando a Executiva Nacional do PDT concluiu que os parlamentares traíram os princípios da legenda e decidiram suspender provisoriamente os oito deputados . Haverá um processo e, ao final de 60 dias, eles correm o risco de serem expulsos.

Apesar de envolver vários parlamentares, as críticas da liderança se concentraram em Tabata. Ciro , que participava de um evento do PDT em São Paulo, na semana passada, defendeu que ela saísse do partido. Disse que a vida de Tabata tende a se complicar diante da votação de novos temas, como a reforma tributária, em que possivelmente divergirá da orientação da legenda. “O partido dela não é esse. Vai ser um inferno a vida dela. Porque cada um desses embates tem a ver com o tipo de visão de mundo que você tem”, disse.

A fúria do partido se estendeu também para o novo modelo político que Tabata representa. Ficou decidido na reunião da cúpula não aceitar nas próximas eleições candidaturas que tenham como patrocínio grupos particulares, como o RenovaBR, do qual ela é uma expoente.

Para o presidente do PDT, Carlos Lupi , tratam-se de “grupos clandestinos” que querem substituir os partidos. “O partido não dará legenda, nem a vereador, nem a deputado, nem a nenhum filiado que tenha financiamento clandestino, financiamento patrocinado por organizações pessoais, privadas, particulares, de gente muito poderosa, que se utiliza de grupos para financiar e ter o voto de parlamentares dentro da sigla do PDT ”, afirmou.

Tabata vem sendo apoiada em sua carreira política pelo empresário Jorge Paulo Lemann. Durante a campanha foi um dos nomes defendidos pelo grupo RenovaBR e hoje é uma das líderes do movimento Acredito. A assessoria da deputada informou que ela não iria se manifestar sobre a suspensão. Mas o movimento RenovaBR divulgou uma nota na qual questiona a perseguição à Tabata. “Causa estranheza que oito deputados federais do PDT tenham votado a favor da reforma e que os ataques sejam centrados na deputada e nos movimentos cívicos de renovação política”, disse em nota.

Leia também: Expulsões de deputados ferem cofres dos partidos, mas não mudam fundo partidário

Política dogmática

Carlos Lupi arrow-options
Ailton de Freitas/Agência O Globo

não somos uma legenda de aluguel, temos tradição e história” – Carlos Lupi, presidente do PDT

Em artigo, Tabata  criticou a falta de democracia nos partidos e denunciou a perseguição que está sofrendo. “A boa política não pode ser dogmática”, escreveu. “Muitas vezes, consensos sobre pautas complexas não são construídos de baixo para cima, e cartilhas antigas se sobrepõem aos estudos e evidências”. Segundo ela, “quando algum membro decide tomar uma decisão que considere responsável e fiel ao que acredita ser importante para o país, há perseguição política. Ofensas, ataques à honra e outras tentativas de ferir a imagem tomam o lugar do diálogo. Exatamente o que vivo agora”, completou.

Foi aberto processo para estabelecer que tipo de punição será aplicada a cada um dos oito deputados. Até lá, eles não poderão falar pela sigla no Congresso, nem representar o partido. Além de Tabata, os outros suspensos são Alex Santana (BA), Flávio Nogueira (PI), Gil Cutrim (MA), Jesus Sérgio (AC), Marlon Santos (RS), Silvia Cristina (RO) e Subtenente Gonzaga (MG).

Quanto à possibilidade do partido perder oito parlamentares, Lupi é sucinto. “Mais forte do que o número de deputados são as convicções que nos unem”, disse. “Não somos uma legenda de aluguel, temos tradições e história”.

Embora critique Tabata, Ciro não tem motivos para ser tão duro nos seus ataques. Há 15 anos, ele peitou o PPS, partido ao qual era filiado na época, e decidiu permanecer à frente do Ministério da Integração Nacional. Contrariou a posição da legenda, que havia decidido sair da base do governo Lula.

Em 2018, nas vésperas da eleição, ele almoçou com a família de Tabata, na Vila Missionária, em São Paulo, para o lançamento informal de sua candidatura a deputada. Na ocasião ele se referiu à ela como “tesouro” e a classificou como “uma das maiores ativistas da educação no Brasil”. Quem mudou, Tabata Amaral ou Ciro Gomes? Nenhum dos dois. Tabata permanece como uma das maiores promessas da política nacional. E Ciro… é o velho Ciro de sempre.

Continue lendo

Polícia

Política MT

Política Nacional

Polícia Federal

Mais Lidas da Semana