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Política Nacional

Relação entre juízes e partes é comum, mas não pode influenciar processos

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em

Moro
José Cruz/Agência Brasil

Relação entre juízes e partes é comum, mas não pode influenciar processos, dizem juristas

A divulgação das conversas entre o procurador da Lava-Jato Deltan Dallagnol e o então juiz do processo e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, trouxe à tona a discussão sobre o limite ético da relação entre promotores, procuradores, advogados e juízes . Para o professor de Direito da Uerj e desembargador aposentado do TJRJ Luis Gustavo Grandinetti relações de amizades entre esses profissionais são comuns, mas não devem influenciar nos processos.

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“É muito comum promotores, juízes e advogados serem mais que colegas de trabalho. Serem amigos, saírem juntos. Isso é mais que comum e normal. O anormal é quando essas relações são transportadas para dentro de um processo e com o objetivo de prejudicar a outra parte. Isto ofende a moral, a ética, a legislação e a Constituição. Mas ser amigo do promotor, do juiz, ou do advogado não interfere. Quando o Ministério Pública postula uma causa pública e o promotor é amigo do juiz não há problema. O problema é transportar essa amizade para o processo e agir no interesse de uma das partes”, afirma.

O coordenador do Centro de Justiça e Sociedade da FGV, Michael Mohallem afirma que as relações pessoais entre esses profissionais são difíceis de mapear e fazem parte da sociedade .

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“Como em vários campos da sociedade, existe a relação formal que é conhecida do público e visível, e em muitos outros setores existe outros tipos de relações que são pessoais. Como por exemplo, de juízes e advogados que foram colegas de faculdade, isto é muito difícil de mapear, e faz parte dessas relações profissionais”, destaca.

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Política Nacional

Carlos Bolsonaro: ocultação de curtidas no Instagram segue “cartilha ideológica”

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Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal do Rio de Janeiro arrow-options
Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Carlos Bolsonaro deu declaração sobre o instagram na tarde desta terça-feira (17)

Carlos Bolsonaro, vereador pelo PSL e filho do presidente Jair Bolsonaro, usou o twitter na tarde desta quarta-feira (17) para criticar a mudança no Instagram que oculta curtidas em fotos. Para ele, o real intuito da marca é “barrar o crescimento dos que pensam de forma independente”.

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Em publicação realizada poucas horas após implementação da mudança no Brasil, Carlos Bolsonaro perguntou se o fato era real e garantiu que a intenção da marca é atrapalhar quem está rompendo o sistema, taxando as justificativas apontadas anteriormente pelo Instagram como parte de uma “cartilha ideológica ‘progressista’” que quer limitar o interesse de formação e “criar manipulados”.

Em pouco tempo, as respostas aos tweets se acumularam. “Claro, o instagram mudou a política de likes por sua causa, Carluxo. Pode confiar”, brincou um dos internautas. Após mais de mil respostas ao tuíte, o político voltou a falar sobre o assunto. “Os ataques que fazem a mim diante desta postagem mostram mais uma vez a verdade”, disse. 

Leia também: Jair Bolsonaro “demite” Carlos da administração de suas redes e o critica 

Mudanças no Instagram

A ocultação nas curtidas do Instagram foi anunciada pela marca no mês de abril como uma maneira de fazer com que os usuários dessem mais valor ao conteúdo das publicações do que ao buzz gerado por elas. O teste foi feito pela primeira vez no Canadá e está em fase de testes em mais alguns locais do globo. No Brasil, a alteração começou nesta quarta. 

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