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Militares são condenados por trote violento; paraquedista perdeu testículo

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IstoÉ


Homens do Exército enfileirados segurando armas
Divulgação

Juiz diz na sentença que prática de trote violento é comum no Exército

O juiz militar da União Claudio Amin Miguel condenou seis ex-militares do Exército no Rio por um trote violento que chegou a fazer uma das vítimas perder um testículo. A pena máxima imposta pelo magistrado foi de um ano e seis meses, em regime aberto para todos. A ação ainda resultou em duas absolvições.

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As penas de um ano e meio foram impostas aos ex-cabos do Exército Pedro de Souza Pereira, Ruan Nascimento da Silva e Luiz Henrique Ramos Duque. Já Lucas Monteiro de Lima, Marcos Vinícius Vicente Correa e Rafael Andrade Mesquita pegaram um ano.

Segundo a acusação da Promotoria Militar, “no dia 31 de maio de 2016, por volta das 15h30, no alojamento do 27º Batalhão de Infantaria Paraquedista, os denunciados, em comunhão de ações e desígnios, agrediram os três soldados com golpes de chutes, bem como de cordas, toalhas, cintos, pedaços de fios, ripa de madeira e borracha de acabamento de mesa”. Como consequência, uma das vítimas perdeu um testículo.

A acusação detalha que os militares passaram a coagir as vítimas “a submeterem-se a um ritual de iniciação denominado ‘baco’, que nada mais era do que um violento trote, consistente na aplicação de todo tipo de agressão física”.

“De fato, no dia, hora e local acima transcritos, as vítimas cederam à pressão de seus algozes, eis que foram informadas pelos primeiro, quarto, sexto e sétimo acusados de que, se passasse daquele dia, iriam apanhar mais”, diz a denúncia.

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A Promotoria Militar narra ainda que “cada um dos denunciados aquiesceu e incitou com seu comportamento extremamente violento as condutas dos demais, uma vez que todos estavam presentes no alojamento quando os dois espancamentos foram realizados”.

“Ademais, como militares graduados cada um deles tinha a obrigação legal de impedir que seus colegas de farda espancassem as vítimas e, apesar de terem todas as condições de impedirem, foram coautores de todos os delitos ali praticados.”

Na sentença, o juiz Claudio Amin Miguel afirmou que “não se trata, nesse caso, de um fato isolado nas Forças Armadas , porém são inaceitáveis tais condutas no meio militar, onde devem imperar a hierarquia e a disciplina”.

“Costumam os eventuais acusados afirmar que se trata de uma brincadeira e que, eles mesmos, já teriam passado por essa situação como vítimas”, escreveu. “Entretanto, esses fatos não justificam as condutas praticadas por eles. É inadmissível a prática de agressões a pretexto de se tratar de uma brincadeira. Aliás, como podem alegar ser uma brincadeira quando uma das vítimas, que não foi voluntária, perde um dos testículos?”, assinalou o magistrado.

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Ele também afirmou que as “lesões foram praticadas dolosamente, não há como negar diante das circunstâncias, tendo os acusados desferido chutes na vítima”. “Certamente, houve um excesso não desejado pelos acusados que ocasionou a perda irreparável para a vítima. Não é possível mensurar o que a perda de um testículo representa para um jovem de 19 anos, porém não se justifica uma punição além do que, efetivamente, foi apurado nos autos.”

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Professora é presa após levar arma carregada e facas a escola infantil nos EUA

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Professora EUA
Divulgação/Pinella’s County

Segundo relatos, professora apresentou arma carregada para crianças da quarta série

Uma professora da cidade de Seminole, no estado norte-americano da Flórida, foi presa após levar uma arma carregada e duas facas para a escola em que trabalhava e apresentar aos alunos durante uma aula.

Segundo informações da CNN, Betty Soto, que era professora de crianças da quarta série na Starkey Elementary School, portava uma Glock 9mm com sete balas e duas facas de caça no dia do incidente.

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“Jamais imaginaria que algo assim pudesse acontecer na escola . Fico pensando se agora eles terão que começar a revistar as bolsas dos professores ou colocar um detector de metal na porta da instituição”, lamentou Erica Kennedy, mãe de duas crianças que estudam no local.

Apesar de ter posse de arma , Soto acabou presa por não ter porte de arma, o que a proibiria de levar o armamento para a escola. Questionada por repórteres ao ser conduzida para a delegacia o motivo de ter ido para o trabalho armada, ela respondeu: “pergunte ao governador DeSantis”.

Recentemente, o governador da Flórida ( EUA ), Ron DeSantis, aprovou lei que autoriza professores a andarem armados nas escolas e faculdades do Estado.  A medida, que só entrará em vigor a partir de outubro, deve ser confirmada por cada instituição que optar por aceitá-la, uma vez que não é obrigatória. Os professores que se candidatarem deverão passar por treinamentos e teste psicológicos.


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Presa no início da semana, Soto aguarda julgamento na delegacia do condado, quando deve ser indiciada por porte ilegal de arma.

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