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Internacional

Flávio Bolsonaro lucrou R$ 728 mil em negócios com investigados do caso Queiroz

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IstoÉ


Flávio Bolsonaro
Edilson Rodrigues/Agência Senado – 9.5.19

Flávio Bolsonaro lucrou R$ 728 mil em transações com investigados do caso Queiroz

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) lucrou ao menos R$ 728 mil em transações imobiliárias com dois dos alvos das quebras de sigilo bancário e fiscal do caso Queiroz . O UOL teve acesso a registros em cartórios da cidade do Rio de Janeiro que dizem respeito a nove transações envolvendo a empresa MCA Participações e um norte-americano. Eles figuram no rol de  95 pessoas físicas e jurídicas que tiveram os sigilos quebrados por decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio.

Com a MCA, Flávio Bolsonaro negociou 12 salas comerciais no Barra Prime Offices, um centro comercial de alto padrão na Barra da Tijuca, na zona oeste carioca. Os registros de sete salas revelam que Flávio, à época deputado estadual, obteve um lucro significativo em apenas 43 dias. Todas as salas foram adquiridas por ele no dia 16 de setembro de 2010, por valores entre R$ 192,5 mil e R$ 342,5 mil.

Leia também: Não conseguirão me usar para atingir Bolsonaro, diz Flávio após sigilo quebrado

No total, os sete imóveis custaram ao político pouco mais de R$ 1,5 milhão. Menos de dois meses depois, no dia 29 de outubro, Flávio vendeu as salas à MCA, com um ágio de aproximadamente 20%. Os imóveis renderam a ele R$ 1,85 milhão, um lucro R$ 318 mil.

Além dessas transações, Flávio obteve ganhos também nas negociações com o norte-americano Charles Anthony Eldering, de quem comprou uma sala comercial na avenida Prado Junior, em Copacabana, zona sul do Rio. Ele adquiriu a sala de Eldering em novembro de 2012 por R$ 140 mil, valor R$ 60 mil abaixo do que foi pago pelo americano em março de 2011. Em fevereiro de 2014 (um ano e três meses depois), ele vendeu a sala por R$ 550 mil, obtendo um lucro de R$ 410 mil no período.

Leia também: MP-RJ investiga negócios imobiliários do senador Flávio Bolsonaro

Em fevereiro, a Folha de S.Paulo informou que Flávio adquiriu outro imóvel em Copacabana na mesma época que se tornou dono da sala da avenida Prado Junior. Neste, pagou R$ 170 mil em novembro de 2012, revendendo-o por R$ 573 mil um ano depois. Nos negócios, obteve um lucro de R$ 403 mil.

Procurado através de sua assessoria, Flávio Bolsonaro afirmou que não se pronunciaria sobre o assunto.

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Internacional

Monarquistas e esqueletos dividem espaço em ato pró-Bolsonaro na Av. Paulista

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Convocada via redes sociais, a  manifestação deste domingo (26) em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi organizada em contraponto à que ocorreu dia 15, contra os cortes na Educação feitos pelo presidente.

Das maiores motivações por trás do ato, arepulsa já crescente ao “centrão” — as bancadas no Congresso sem orientação política clara e que se mantêm no cargo há décadas — explodiu na semana passada, quando Bolsonaro compartilhou em suas redes sociais a “carta bomba”. Acuado, Jair Bolsonaro culpou o Congresso e os interesses das grandes corporações por não conseguir passar as medidas que prometeu em campanha. O judiciário também é alvo dos bolsonaristas. Cartazes no ato deste domingo indentificam os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como “bandidos” e “traidores”.

Ericon Mateus,  21, diz que veio sozinho à manifestação. Segurando uma placa onde se lia “Larga esse ódio e venha amar o Guedes”, o jovem resumiu as pautas que uniam os discursos simultâneos dos seis carros de som: “Queremos a CPI da Lava Toga, a Reforma da Previdência, o Pacote Anti-Crime e a redução dos ministérios [Medida Provisória 860]”.

“Estamos aqui para mostrar que não precisamos do Congresso para aprovar nada.  As leis são o povo que decide”, concluiu Ericon. 

Leia também: Manifestação pelo governo em Brasília tem boneco de “Super-Moro”

Abaixo ao centrão!

Faixas e cartazes improvisados feitos pelos manifestantes pediam o fim do centrão no Legislativo, o fim do STF e até mesmo o fechamento do Congresso. Tudo para que as medidas propostas pelo governo de Jair Bolsonaro fossem em frente.

Acompanhando o carro de som do Despertar Patriótico, o veterano do Exército — e também youtuber — Douglas Silva, 38, conta que o “centrão” no Congresso é o maior impedimento para que Bolsonaro comece a governar como prometeu. Esperançoso, porém, Douglas diz acreditar que a reforma da Previdência, a instauração da CPI da “Lava Toga” e  o Pacote Anti-Crime de Moro serão realidade ainda neste ano.

Ave império!

Depois de tocar no último volume uma versão pró-Bolsonaro de Bella Ciao — canção símbolo da luta contra o fascismo na Itália de Mussolini —, o carro de som do Movimento Brasil Conservador anunciou que “um dos fundadores do canal Terça Livre”, seria o próximo a discursar. 

Leia também: “Grande maioria foi às ruas com pautas legítimas e democráticas”, diz Bolsonaro


discurso em carro de som
João Cesar Diaz

Bandeiras do império dividiam espaço com retratos de Olavo de Carvalho e do presidente Jair Bolsonaro

“Viva o imperador!” — “Viva o Dom Luiz! A bandeira do império voltará a tremular!”, foi assim que o youtuber finalizou seu discurso a favor das reformas propostas pelo governo.

O canal, que caiu nas graças de Bolsonaro, foi um dos que o entrevistaram em setembro do ano passado junto a alguns outros youtubers que o presidente recomendou como “excelentes canais de informação”

“Luto pela monarquia constitucional parlamentarista”, explica Eliéser de Almeida, 31. Ele e sua mulher, Rosângela Vargas, 53, compareceram a todas manifestações pró-Bolsonaro desde 2015. “Bolsonaro é o primeiro passo”, diz. “Quando a monarquia voltar ele será um primeiro-ministro ou algo do tipo.”

Leia também: Manifestantes fazem oração no local em que Bolsonaro foi esfaqueado em Minas

Não queremos MBL

A ausência do Movimento Brasil Livre, que lançou figuras como Kim Kataguiri e Arthur do Val (do canal MamãeFalei), na manifestação foi tema de chacota nos discursos de todos os carros de som. “Não precisamos de MBL”,  exclama a youtuber Paula Marisa. “Não precisamos do Centrão!”

“Movimento bunda livre! Bunda Livre!”, cantavam os manifestantes.

De fora do ato, o MBL não quis se misturar à manisfestação que pedia o fim do STF e o fechamento do Congresso. “Obviamente, tais pautas antirrepublicanas não são compartilhadas pelo MBL, e pelo bem das reformas e do país ficaremos de fora deste ato”, divulgou, em nota no Facebook, o MBL.

Espetáculo

“Sempre venho na Paulista, ou em shows vender minha mercadoria. A Heineken está saindo muito”, diz, contente, o ambulante Erasmo Rodrigues, 36. “É minha primeira vez numa manifestação. Só vim porque sabia que não teria polícia, bala de borracha, essas coisas.”

Das saídas da estação do Metrô Trianon-Masp não paravam de sair gente com vestidas à caráter (verde-amarelo).  “Bandeira do Brasil no desconto! R$ 5 aqui!”, anunciava o ambulante que montou seu ponto de venda encostado às escadas rolantes do Metrô.  O vendedor não deu muita sorte, porém. A atenção do pessoal recém-chegado na manifestação já tinha dono. 

Em um tatame de borracha um homem vestido de esqueleto trocava golpes com outro lutador. O show da trupe “Crazy Freestyle Wrestling”  também juntava parte das dezenas de manifestantes que percorriam a Paulista de um carro de som para o outro.


luta
João Cesar Diaz

Golpe que tirou o cinturão do Homem-Esqueleto

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