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Mato Grosso

Empaer orienta agricultores no cultivo e manejo da bananeira com ênfase no controle de praga

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Com o plantio de mais de 100 hectares de banana, agricultores familiares do Assentamento Planalto do Iriri, travessões 01 e 02, localizado no município de Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte de Cuiabá), participaram de uma demonstração de método para controlar o ataque da praga moleque da bananeira (Cosmopolites sordidus).

O engenheiro agrônomo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Clovis Luiz de Moraes Manica, fala que essa praga pode destruir o bananal. O evento contou com a participação de 16 agricultores.

A demonstração de método foi realizada na área do produtor rural Adésio Paimel Franco, que já foi considerado o maior produtor de banana do Assentamento, com uma plantação de mais de 20 hectares da fruta. Atualmente possui uma área de 10 hectares com o cultivo de banana prata, maçã e nanica. Conforme Clovis, foi constatado a infestação no bananal com a diminuição do tamanho dos cachos, amarelecimento das folhas e tombamento das plantas.

Para controlar a infestação da praga foram utilizadas dois tipos de armadilhas, as iscas tipo “queijo” e “telha” para capturar os besouros na fase adulta. Foi utilizada também a técnica de controle biológico com o fungo Beauveria bassiana, um inseticida microbiológico indicado para controle de insetos e pragas em diversas culturas. O produto é ideal para o manejo integrado de pragas, promovendo uma agricultura mais sustentável, preservando os inimigos naturais e o equilíbrio do ecossistema.

Além das informações para controlar o ataque de pragas e doenças, Clovis abordou práticas de cultivo e manejo que são aplicadas nos bananais. “Infelizmente, observei que a maioria dos agricultores não adota cuidados básicos e desenvolvem uma fruticultura de caráter itinerante, onde são realizadas no máximo duas colheitas de banana com um volume razoável de cachos com qualidade. E após isso, há necessidade de implantação do bananal em outras áreas”, enfatiza.

A infestação causa diminuição do tamanho dos cachos, amarelecimento das folhas e tombamento das plantas

O produtor Adésio e demais agricultores relataram que as mudas de banana utilizadas nos novos plantios foram retiradas dos bananais da propriedade, e em todos os casos havia doenças e brocas. Com isso, foi necessário implantar outros bananais. Segundo o produtor, houve cultivos em novas áreas que não obtiveram nem o número de cachos mínimos para compensar a colheita.

De acordo com Manica, diante da situação vivenciada pelos produtores foi adotado o procedimento para executar cada etapa de cultivo e manejo no bananal, bem como análise e preparo do solo, sulcamento/berçamento, adubação de plantio, espaçamento, adubação de cobertura, irrigação, controle de plantas daninhas, desbastes, controle de pragas, desperfilhamento e etc. Durante a apresentação, foram esclarecidas dúvidas sobre a importância, as ferramentas e as técnicas de execução de cada etapa.

Para aplicar as técnicas na prática, o engenheiro Clovis ensinou os agricultores os pontos e a forma de colocação dos adubos de cobertura, o espaçamento e alinhamento do cultivo e os cuidados na retirada de rebentos (mudas) para novos plantios. Outro ponto importante mencionado foi a implantação de um sistema de irrigação para garantir produção o ano todo. “A colheita da banana no Assentamento acontece de fevereiro a julho, e a produtividade está em torno de 10 toneladas por hectare, enquanto a média da região chega a 40 toneladas/hectare”, esclarece Clovis.

Segundo o engenheiro, é necessário que os produtores adotem práticas de manejo com o objetivo de melhorar o desempenho produtivo e garantir produção o ano todo.  

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Mato Grosso

Escola de Várzea Grande reforma biblioteca com ajuda do setor empresarial

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A Escola Estadual Manoel Correa de Almeida, de Várzea Grande, está de biblioteca nova. Agora, a unidade escolar possui um espaço renovado para desenvolvimento intelectual dos alunos e da comunidade. Graças à colaboração do empresariado de Várzea Grande e de Cuiabá, a biblioteca, ganhou pinturas na parede e no balcão, além de instalação de novos móveis.

O autor e executor do projeto, Matheus Santiago Silva, destaca que a reforma da sala e revitalização dos móveis foram feitas de forma a ficar atrativa e organizada aos alunos. “Agradecemos a todo o empresariado que acreditou em nosso projeto e, com isso, ganhamos um grande impulso ao ensino e à credibilidade para escola”, comemora.

Mateus acrescenta que, como resultado inicial, logo na primeira semana, o projeto Ciranda e Letramento da professora Greice Meyre aumentou a frequência a visitação à biblioteca de 11 para 75%”.

Os alunos já notaram nitidamente a mudança. É o caso de Melissa Lima do 4º ano. “Ficou linda e agradável”. Letícia Rosa, também do 4º ano, ficou com a mesma impressão. “É um incentivo importante para nós”, frisa.

A diretora Josibel Gonçalves aprovou o projeto sem custos, que apoiou as benfeitorias para escola por acreditar no potencial de colaboração da comunidade. “Hoje temos uma biblioteca de excelente qualidade”.

O coordenador pedagógico Douglas Larreia Kozan, explica que a biblioteca tem no processo de aprendizagem, servindo de apoio, incentivo e auxílio pedagógico para os estudantes e toda a comunidade. “Essas parcerias com a comunidade são fundamentais para auxiliar no desenvolvimento intelectual dos nossos alunos”.

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