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Internacional

Boris Johnson é o favorito para o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido

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Boris Johnson
Leon Neal/ Agence France Presse/ Estadão Conteúdo 30.06.2016

Johnson é o nome mais forte para substituir Theresa May no cargo

A corrida para substituir Theresa May no posto de primeira-ministra do Reino Unido fica ainda mais acirrada a partir de hoje (18). Seis candidatos enfrentam novas rodadas de votações entre os parlamentares do Partido Conservador. Apenas dois concorrentes podem passar para a próxima fase, quando militantes do partido terão o direito de eleger o líder. O ex-prefeito de Londres Boris Johnson, um dos arquitetos do Brexit, está na liderança.

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Nesta rodada de votação , só têm o direito de participar os membros do Partido Conservador que são parlamentares eleitos. Ou seja, um total de 314 pessoas. O candidato que obtiver menos de 33 votos ou for o menos votado será eliminado. Se necessário, novas rodadas continuam a ocorrer até a quinta-feira (20), ou até que sobrem apenas dois candidatos. São esses dois que enfrentarão o voto dos militantes filiados ao partido – um total de 160 mil pessoas. O futuro primeiro-ministro só será conhecido oficialmente em julho.

A corrida está sendo marcada pela liderança do ex-prefeito de Londres e ex-ministro do Exterior Boris Johnson . Na primeira rodada de votações, na semana passada, ele obteve 114 votos dos parlamentares – mais do que a soma dos outros três candidatos mais próximos a ele na corrida. Johnson também é o favorito entre os militantes e está tão seguro de sua liderança que tem optado por permanecer longe de qualquer controvérsia. Ele se recusou a participar de um debate na TV com seus rivais no último domingo e tem evitado falar com a imprensa. No entanto, o candidato prometeu comparecer a um novo debate na noite desta terça-feira, caso sobreviva à votação durante a tarde.

União Europeia

Johnson é o candidato preferido de 53,6% dos militantes filiados ao partido. Para efeito de comparação, o próximo da lista é o atual ministro do Desenvolvimento, Rory Stewart, com apenas 11,4% da preferência conservadora. Muito desse favoritismo vem da posição enfática de Johnson em relação ao Brexit : ele defende que o Reino Unido saia da União Europeia em 31 de outubro com ou sem acordo, e já anunciou que inicialmente não vai pagar ao bloco os 39 bilhões de libras que o país deve por se desligar.

Os demais pré-candidatos, apesar de defenderem o Brexit, falam em pedir uma extensão do prazo para a saída ou em renegociar um novo acordo com a União Europeia. Ou seja, Boris Johnson tem um apelo enorme junto aos britânicos que querem ver o Brexit acontecer, custe o que custar. Além disso, outra pesquisa, divulgada no último domingo, mostra que 47% dos eleitores consideram que Johnson seria o único líder conservador capaz de derrotar os trabalhistas e talvez o ultranacionalista Nigel Farage nas próximas eleições gerais, inicialmente marcadas para 2022.

Experiência administrativa

Para os eleitores dele, Johnson representa alguém que vai fazer o Brexit virar realidade. Mas uma sondagem realizada em maio indicou que 54% dos britânicos duvidam que ele seria um bom primeiro-ministro. Dentre os seis conservadores que estão disputando a liderança do partido, ele é o que tem menos experiência administrativa no governo nacional, tendo ocupado o cargo de ministro do Exterior por dois anos, coberto de críticas.

É verdade que Johnson foi o prefeito de Londres por dois mandatos, mas trata-se de um cargo de poder limitado, já que muitas das políticas de gestão da cidade são criadas e administradas pelas subprefeituras. Políticos e analistas críticos a Boris Johnson o acusam de ter uma retórica populista e xenófoba, e muitos também consideram preocupante sua recente aproximação ao jornalista ultradireitista Steve Bannon, um dos principais estrategistas por trás da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos.

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Os dois pré-candidatos mais votados na primeira rodada, ainda que longe de Johnson, foram o atual ministro do Exterior, Jeremy Hunt, e o ministro do Meio Ambiente, Michael Gove. Gove era um grande aliado de Johnson – juntos os dois comandaram a campanha pelo Brexit no referendo de 2016. Já Hunt é visto como mais moderado, apesar de ter colecionado muitos inimigos quando foi ministro da Saúde e implementou mudanças drásticas no NHS, o sistema de saúde pública.

Nenhum deles tem a popularidade de Boris Johnson entre os militantes conservadores, mas até a próxima etapa terminar e o novo primeiro-ministro ser conhecido, em 22 de julho, muita coisa ainda pode mudar. Até lá, Theresa May permanece no cargo.

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Internacional

Reforma política é entregue a Maia, mas não deve ser pautada tão cedo

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Rodrigo Maia arrow-options
Marcelo Camargo/ABr

Maia não deve pautar a reforma política em 2019

Apesar de ter recebido uma proposta de mudança do sistema eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ), coordenada pelo ministro Luís Roberto Barroso, chefe do grupo de trabalho que elaborou o documento, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está focado na agenda econômica e não deve pautar uma reforma política de grande impacto antes do pleito de 2020. Para ele, as eleições municipais já enfrentarão alterações suficientes com o fim das coligações proporcionais, aprovado pelo Congresso em 2017.

 A proposta de reforma política do TSE mudaria o sistema eleitoral  já para a escolha, em 2020, dos vereadores nos municípios com mais de 200 mil habitantes. Seria uma espécie de teste para a implantação definitiva do sistema distrital misto — semelhante ao que é adotado na Alemanha — na eleição dos deputados federais e estaduais em 2022. Maia foi à Corte, no início de junho, para receber a proposta, elaborada por ministros e ex-ministros da Corte.

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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão , também já saiu em defesa de uma reforma política que acabe “a proliferação de partidos”.

Com o fim das coligações partidárias, no pleito municipal, as legendas não poderão mais se unir na disputa por vagas para vereadores. Ao aprovar a proposta, seus defensores alegaram que a intenção é acabar com o puxador de votos, ou o chamado “efeito Tiririca”, pelo qual a votação expressiva de um candidato ajuda a eleger outros do grupo de partidos que se aliaram. Em 2014, o deputado federal Tiririca (PR-SP) puxou mais cinco candidatos para a Câmara em 2014. Na prática, a mudança pode ter um grande impacto nas estruturas especialmente das pequenas legendas.

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A interlocutores, Maia tem ponderado que, qualquer outra alteração no sistema eleitoral, neste momento, poderia tumultuar o processo . Pela legislação, para que mudanças eleitorais valham no pleito de 2020, elas precisam ser aprovadas na Câmara e no Senado até outubro de 2019.

Na última terça-feira, Mourão, defendeu o fim da “proliferação de partidos ” e afirmou ser favorável à adoção do sistema de voto distrital, em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em São Paulo.

Leia também: Em discurso, Maia defende centrão e exalta legislativo pela aprovação da reforma

“É mais necessário do que nunca que o partido político realmente seja o transmissor das ideias da sociedade. A sociedade hoje na maioria das vezes não se vê representada”, afirmou Mourão, defendendo também a diminuição do número de legendas e o barateamento das campanhas.

Aprovada em 2017 no Senado, a proposta que institui o voto distrital misto, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), está parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O presidente do colegiado, Felipe Francischini (PSL-PR), disse ao GLOBO que, ao voltar do recesso, vai ouvir o conselho para definir se coloca o tema em votação.

Parlamentarismo

No Senado, pressionado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), prometeu a alguns senadores criar um grupo de trabalho para discutir na reforma política , entre outras coisas, até mesmo o retorno da coligação proporcional entre partidos para cargos legislativos, que ainda não estreou. Mas assim como na Câmara, não há consenso pela votação de alguma proposta antes de outubro.

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