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Política Nacional

Bolsonaro se reúne com Moro nesta terça para discutir vazamento de mensagens

Publicado

em

Sergio Moro
Marcos Corrêa/PR – 10.5.19

Bolsonaro fez contato com o ministro Sergio Moro, mas não tratou com profundidade do episódio de vazamento

O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, afirmou no início da noite desta segunda-feira (10) que o presidente Jair Bolsonaro não vai se pronunciar sobre o  conteúdo das mensagens trocadas pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, com o procurador Deltan Dallagnol, divulgadas no domingo (9) pelo site de notícias “The Intercept”. Questionado se seria o caso de renúncia do ministro, Rêgo Barros respondeu que “jamais foi tocado nesse assunto”. 

Ele afirmou ainda que Bolsonaro aguarda o retorno do ex-juiz federal a Brasília para conversar pessoalmente sobre o que chamou de “vazamento de informações sobre a operação Lava Jato”. O encontro vai acontecer “em princípio” nesta terça. Moro viajou na manhã desta segunda para cumprir agenda em Manaus. 

Rêgo Barros disse que Bolsonaro fez contato com o ministro Sergio Moro, mas não tratou com profundidade do episódio. Questionado se o presidente leu as reportagens e mensagens divulgadas por “The Intercept”, o porta-voz disse que desconhecia essa informação. 

O site de notícias publicou mensagens atribuídas a Dallagnol e a Sergio Moro, que indicam que os dois combinaram atuações na Operação Lava Jato . A reportagem cita ainda mensagens que sugerem dúvidas dos procuradores sobre as provas para pedir a  condenação de Lula no caso do tríplex do Guarujá, poucos dias antes da apresentação da denúncia.

As conversas tornadas públicas sugerem também que os procuradores teriam discutido uma maneira de barrar a entrevista do ex-presidente autorizada por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), antes do primeiro turno da eleição.  Moro e Dallagnol negam irregularidades e denunciam invasão ilegal de suas comunicações. 

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Política Nacional

STF adia julgamento de suspeição de Moro no caso Lula para semestre que vem

Publicado

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por

Lula
Foto: Miguel Schincariol/Agência O Globo

Parcialidade de Moro no caso Lula ficará para ser analisada pelo STF apenas no semestre que vem

Previsto para a próxima terça-feira (25), o julgamento da suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro, no caso do tríplex do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será adiado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a coluna da Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo , o adiamento se dá a pedido do ministro Gilmar Mendes. 

Leia também: Dodge diz ser contra anulação da sentença de Lula no caso tríplex

Neste pedido de habeas corpus, a defesa de Lula alega que Moro foi parcial no julgamento do ex-presidente e, por isso, pede a anulação da setença proferida pelo então juiz ao petista. Porém, a presidente da Segunda Turma do STF, Cármen Lúcia, colocou o caso no último lugar da fila, o que poderia resultar em seu adiamento.

Segundo a coluna, o ministro Gilmar Mendes concluiu que não haveria tempo hábil para debater o caso de Moro , pois apenas o voto dele já tem mais de 40 páginas. Portanto, o ministro decidiu pelo adiamento da discussão, que ficará apenas para o semestre que vem, dado que o judiciário entrará em recesso durante o mês de julho.

Apesar disso, o Supremo ainda terá uma semana decisiva pela frente . Afinal, a corte vai encarar outra decisão importante: o julgamento das ações que questionam os decretos do presidente Jair Bolsonaro que flexibilizaram o porte e a posse de armas. 

No caso do decreto das armas, a situação é semelhante: é pouco provável que a votação seja concluída ainda neste semestre. Será a penúltima sessão da Corte antes do recesso de julho. Como já há outros processos pautados para as duas sessões seguintes, a tendência é que não haja tempo suficiente para os onze ministros votarem o tema, que deve voltar a ser analisado depois do recesso.

Leia também: Lava Jato repudia vazamentos sobre afastamento de procuradora: “Notícia falsa”

Os ministros estão divididos sobre o assunto. Alguns deles consideram prudente que a decisão sobre o assunto seja tomada primeiro pelo Congresso — ainda mais depois que o Senado derrubou o decreto e agora a Câmara fará sua análise. Outros entendem que o  STF  não deve abrir mão de seu papel de declarar a medida inconstitucional, se assim a compreender.

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