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Política Nacional

Após vazamento sobre Moro, família de Greenwald e Miranda é ameaçada de morte

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Glenn Greenwald e do deputado David Miranda
Reprodução/Twitter

Família do jornalista Glenn Greenwald e do deputado David Miranda são alvo de ameaça por meio de e-mails

O deputado David Miranda (PSOL-RJ), marido do jornalista Glenn Greenwald, recebeu ameaças de morte contra ele mesmo e contra a sua família. O parlamentar recebeu e-mails, em que o autor avisa que irá “explodir a cabeça” da sua mãe. Greenwald é jornalista do The Intercept e foi o rsponsável pela publicação dos textos que denunciam o ex-juiz e ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. 

Nas mensagens, a pessoa que ameaça David Miranda diz que vai “usar um atirador de elite para explodir a cabeça” da mãe do deputado. Além disso, o autor do texto alerta: “veja que não deixamos nenhuma evidência forense sobre a galinha preta desossada da Marielle Franco”, em referência à ex-vereadora do PSOL do Rio de Janeiro, que foi assassinada em março do ano passado. 

O conteúdo dos e-mails foi divulgado em reportagem do SBT nesta terça-feira (11). De acordo com a matéria, ao fim, o autor da ameaça pede que, para que a família de Miranda e Greenwald fique a salvo, seja feito o depósito de 10 mil dólares em bitcoins em uma conta indicada. “Vocês possuem até o final do mês de junho para o pagamento”, diz o texto, que é é assinado por Unidos do Realengo – Marcelo Valle (UR-MV).

A Polícia Federal, que fica sob a responsabilidade de Sergio Moro, pivô de todo o escândalo, já foi acionada para proteger a família de Greenwald, que comentou o caso nas redes sociais. Segundo ele, o que vem acontecendo com a sua família o remete ao que aconteceu com o ex-deputado Jean Wyllys, que decidiu sair do País por conta das ameaças.

“Para quem é ainda cínico ou tem dúvidas sobre o porque Jean Wyllys deixou o país: esses e-mails são mais repugnantes e horríveis do que você pode imaginar: informações muito detalhadas e privadas, ameaças gráficas e grotescas”, escreveu o jornalista. “O ódio é distorcido além do que é humano”, afirmou o marido de David Miranda .

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Política Nacional

STF adia julgamento de suspeição de Moro no caso Lula para semestre que vem

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Lula
Foto: Miguel Schincariol/Agência O Globo

Parcialidade de Moro no caso Lula ficará para ser analisada pelo STF apenas no semestre que vem

Previsto para a próxima terça-feira (25), o julgamento da suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro, no caso do tríplex do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será adiado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a coluna da Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo , o adiamento se dá a pedido do ministro Gilmar Mendes. 

Leia também: Dodge diz ser contra anulação da sentença de Lula no caso tríplex

Neste pedido de habeas corpus, a defesa de Lula alega que Moro foi parcial no julgamento do ex-presidente e, por isso, pede a anulação da setença proferida pelo então juiz ao petista. Porém, a presidente da Segunda Turma do STF, Cármen Lúcia, colocou o caso no último lugar da fila, o que poderia resultar em seu adiamento.

Segundo a coluna, o ministro Gilmar Mendes concluiu que não haveria tempo hábil para debater o caso de Moro , pois apenas o voto dele já tem mais de 40 páginas. Portanto, o ministro decidiu pelo adiamento da discussão, que ficará apenas para o semestre que vem, dado que o judiciário entrará em recesso durante o mês de julho.

Apesar disso, o Supremo ainda terá uma semana decisiva pela frente . Afinal, a corte vai encarar outra decisão importante: o julgamento das ações que questionam os decretos do presidente Jair Bolsonaro que flexibilizaram o porte e a posse de armas. 

No caso do decreto das armas, a situação é semelhante: é pouco provável que a votação seja concluída ainda neste semestre. Será a penúltima sessão da Corte antes do recesso de julho. Como já há outros processos pautados para as duas sessões seguintes, a tendência é que não haja tempo suficiente para os onze ministros votarem o tema, que deve voltar a ser analisado depois do recesso.

Leia também: Lava Jato repudia vazamentos sobre afastamento de procuradora: “Notícia falsa”

Os ministros estão divididos sobre o assunto. Alguns deles consideram prudente que a decisão sobre o assunto seja tomada primeiro pelo Congresso — ainda mais depois que o Senado derrubou o decreto e agora a Câmara fará sua análise. Outros entendem que o  STF  não deve abrir mão de seu papel de declarar a medida inconstitucional, se assim a compreender.

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