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Afinal de contas, o Telegram é seguro?

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Desde domingo passado, as pessoas estão querendo saber se o Telegram é um aplicativo seguro. A resposta é simples, assim como todo aplicativo de mensagens que usa criptografia de ponta a ponta e verificação em suas etapas, o Telegram é seguro. Porém, é ultrapassada a ideia de que o Telegram seria mais seguro do que o WhatsApp.

Leia também: Telegram x Whatsapp: como funciona a privacidade desses aplicativos?

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shutterstock

O Telegram mostra-se como um app seguro por conta da criptografia de ponta e verificação em suas etapas

Trabalho no editorial de tecnologia há tempo suficiente para poder afirmar que “velhos hábitos são difíceis de mudar”. Bem antes de falarmos sobre a codificação de mensagens em aplicativos de bate-papo, a disputa entre o WhatsApp e o Telegram se dava dentro dos fóruns e comunidades tech mundo afora. E a grande discussão era sobre qual dos serviços era o mais seguro.

Durante muito tempo, o Telegram levava a melhor no quesito segurança, com seus chats efêmeros e outros recursos inexistentes no WhatsApp que, até então, era um aplicativo realmente simples de se usar.

Contudo, a criptografia de ponta a ponta chegou ao WhatsApp e a mesa virou, pois além da empresa não ter acesso às conversas das pessoas que utilizam o mensageiro, nenhuma conversa hoje é armazenada nos servidores do Facebook, proprietário do WhatsApp. Agora, o mesmo não pode ser dito do Telegram.

Mesmo criptografando as mensagens trocadas dentro do app, o Telegram salva os dados das conversas na nuvem. Isso acontece porque, ao contrário do WhatsApp, a experiência do Telegram no PC é diferente. Enquanto o primeiro apenas espelha as mensagens recebidas no celular, no segundo, o PC se conecta diretamente à nuvem. Logo, mesmo que o seu smartphone estiver desligado, todos os dispositivos vinculados à conta poderão utilizar o chat do Telegram sem problemas. Contudo, por conta dessa ideia antiga de que o Telegram é mais seguro do que o WhatsApp, muitos usuários ignoram certas ferramentas de segurança oferecidas pelo serviço.

Esta foi, muito provavelmente, a questão no caso do suposto hackeamento dos celulare s do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e do promotor do Ministério Público Federal (MPF), Deltan Dallagnol. Digo “suposto”, pois o caso ainda está sob investigação da Polícia Federal (PF), que ainda não emitiu parecer sobre a questão.

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Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública, alegou que seu celular pessoal foi hackeado

Na semana passada,  Moro alegou que seu celular pessoal havia sido hackeado e, coincidentemente ou não, no domingo, o canal The Intercept Brasil divulgou alguns diálogos trocados entre Moro e Dallagnol via Telegram, na época em que a PF e o MPF tocavam a operação Lava Jato.

Sem entrar no mérito do conteúdo das mensagens, a bem da verdade é que para um hacker ter acesso às conversas destes dois juristas e mesmo de qualquer outro usuário do serviço, teria que utilizar brechas. Como o Telegram utiliza criptografia de ponta a ponta, acessar as mensagens é basicamente impossível, exigiria um grande conhecimento técnico e uma máquina poderosa. Porém, assim como a Death Star, fazendo uma referência ao Star Wars, o aplicativo possui uma abertura.

Ao armazenar os dados das conversas na nuvem e oferecê-los em tempo real em múltiplos dispositivos, se os usuários não utilizarem a verificação em duas etapas, estão sujeitos a ter suas conversas vazadas.

Entretanto, isso não significa que o aplicativo seja menos seguro, muitas vezes, são as pessoas que não sabem como usá-lo. Isso virou, inclusive, motivo de deboche entre a equipe do Telegram essa semana no twitter:

Leia também: Como um celular é hackeado? Conheça as técnicas e saiba se proteger

Lembre-se, quanto maior for a camada de proteção, menores serão as chances de quebra de privacidade, em qualquer serviço. Por fim, sim, o Telegram é um aplicativo seguro , assim como o WhatsApp, o Signal e o Threema, porém, você precisa saber usar as ferramentas de segurança que a plataforma oferece para você.

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Google Maps passa a mostrar pontos de aluguel de bicicletas

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Bicicleta elétrica da Yellow arrow-options
Divulgação/Yellow

Bicicleta elétrica da Yellow

O Google Maps é um dos recursos mais utilizados para auxiliar na gestão de caminhos e alternativas para se chegar a algum local. Pensando nisso, o Google  está integrando ao Maps uma outra opção para que os usuários se locomovam: o aplicativo vai mostrar a localização em tempo real de estações de compartilhamento de bicicletas.

Leia também: Google Maps vai começar a informar se ônibus e trens estão cheios

A novidade está chegando aos poucos em 24 cidades do mundo. São Paulo e Rio de Janeiro estão inclusos na rota de implementação da funcionalidade. Algumas pessoas começam a receber a modificação em seus aplicativos do Maps a partir desta quarta-feira (17).

Além de identificar onde se localiza cada uma das estações de aluguel de bicicletas da região, a função mostra a quantidade de bicicletas disponível em cada uma delas. Também é possível descobrir se há um espaço vazio onde a bicicleta poderá será deixada em uma estação perto do seu destino.

A função está sendo disponibilizada tanto no app para smartphones Android e iOS quanto na versão web. Para acessá-la, basta entrar no Google Maps , digitar “bike” e clicar em “Pesquisar”. Será mostrado uma lista de estações próximas e a quantidade de bicicletas disponíveis no momento.

Leia também: Como usar o Google Maps quando estiver sem internet

Reprodução

Essa mudança está se tornando possível graças a uma incorporação de um novo feed global de dados de compartilhamento de bicicletas diretamente no Google Maps. A iniciativa se originou de uma parceria do Google com a empresa Ito World.

As primeiras cidades a receber a função são: Barcelona, Berlim, Bruxelas, Budapeste, Chicago, Dublin, Hamburgo, Helsinque, Kaohsiung, Londres, Los Angeles, Lyon, Madri, Cidade do México, Montreal, Nova cidade de Taipei, Nova York, Rio de Janeiro, área da Baía de São Francisco, São Paulo, Toronto, Viena, Varsóvia e Zurique.

E aí, você já testou a novidade? 

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